Liderança na Era da Complexidade: que tal mandarmos os heróis para casa?

Somos fascinados por heróis. Talvez seja o desejo de ser salvo, de fugir do trabalho duro, de depender confortavelmente dos outros para resolver as coisas.

 

Os políticos são bons em se apresentam como heróis, aqueles que resolvem tudo, desaparecendo com os problemas. Uma promessa tentadora, uma imagem sedutora.

 

Em algum lugar, há alguém que vai tornar tudo melhor.

Em algum lugar, há alguém que é grandioso.

Em algum lugar, há alguém que é iluminado.

Em algum lugar, há alguém que é excepcional.

Em algum lugar, há alguém que é insuspeito.

Todos nós vamos segui-lo felizes.

Em algum lugar ...

 

Está na hora de todos os heróis irem para casa.

Está na hora de abrirmos mão de expectativas que geram acomodação, inércia, sem trazer soluções para os desafios que enfrentamos.

Está na hora de parar de esperar que alguém nos salve.

Está na hora de ver a verdadeira situação - de que estamos todos juntos nisto, que todos temos voz - e descobrir como mobilizar os corações e as mentes em nossos locais de trabalho e comunidades.

 

Por que continuamos esperando por heróis?

 

Assumimos certas coisas como:

- Os líderes conhecem as respostas.

- Eles sabem o que fazer.

- Fazemos o que nos é dito.

- Só têmos que receber bons planos e instruções.

- Risco exige responsabilidade.

 

Quando há situações mais complexas e desafiadoras,o poder precisa ser colocado no topo, afinal os líderes sabem o que fazer.

 

Estas crenças são a base dos modelos de comando e controle aplaudido nas organizações e governos em todo o mundo. Aqueles no substrato da hierarquia se submetem a visão maior e a experiência daqueles acima. Líderes garantem nos tirar dessa desordem; e nós voluntariamente entregamos a autonomia individual em troca da tão desejada segurança.

 

E quando os líderes criam mais caos se isolando com apenas alguns poucos assessores chave, e tentam encontrar uma solução simples, de preferencia rápida, para problemas complexos pressionados pelos gritos de “queremos mudança”? Estes líderes se esforçam para que pareça que está tudo sob controle.

 

No entanto as causas dos problemas atuais são complexos e interligados. Não há respostas simples, e um indivíduo sozinho pode saber o que fazer? Somos capazes de reconhecer estas realidades complexas?

 

E quando o líder não resolver a crise? Nós o demitimos, e rapidamente procuramos pelo próximo, mais preparado, mais aprimorado. Sem questionarmos nossas expectativas, sem questionarmos nosso desejo por heróis.

 

E você, é um líder herói?

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