Dizer "não"

May 9, 2018

 

Qual o receio de falar ou de ouvir “não”?

 

Falar "não" pode gerar impactos negativos em nossas relações pessoais e profissionais, ainda que a intenção seja cuidar de algo importante. E ouvir pode ser muito difícil lidar quando interpretamos o “não” como uma rejeição total do nosso ser.

 

A tensão que acompanha a expectativa da palavra ser mal recebida pode se tornar uma profecia auto-realizada, e é preciso cuidado. Nossa linguagem corporal e tom de voz, muitas vezes, transmitem essa tensão e dificultam que o “não” seja bem recebido. Temendo esse resultado, às vezes optamos por dizer “sim” só para evitar mal-estar e garantir harmonia e aceitação – mesmo que seja danoso para nós.

 

E “qual é o ‘sim’ por trás do ‘não’?”. A resposta a essa pergunta pode transformar nossas relações para melhor!

 

A Comunicação Empática está embasada na teoria de motivação humana e sugere que tudo o que fazemos e falamos são movimentos para atender necessidades humanas universais. Ou seja, para estarmos bem, precisamos ter nossas necessidades atendidas, não apenas as fisiológicas, mas muitas outras como: respeito, amor, consideração, confiança, conexão, pertencimento, segurança, sentido, realização.

 

Se é que compartilhamos dessas necessidades com todos os seres humanos, elas podem servir como base de entendimento e de resolução de conflitos entre as pessoas. E, para trilhar esse caminho, é preciso distinguir necessidades humanas universais de estratégias. O raciocínio é simples: estratégias são as formas utilizadas para atender necessidades. Enquanto uma é universal (as necessidades), a outra é específica (as estratégias), variando de pessoa para pessoa e de acordo com a cultura de cada um.

 

Dizer “não” para uma estratégia que não atende nossas necessidades nada mais é que dizer “sim” a nós mesmos. Identificar e expressar as necessidades que estão por trás do “não” facilita sermos compreendidos e, também, possibilita entendermos melhor o outro.

 

Entender o “sim” por trás do “não” favorece a compreensão e a empatia, e, a partir daí, novas estratégias podem ser criadas para atender as necessidades de ambos.

 

Quando foi a ultima vez que você disse “sim” para alguém e “não” para si mesmo?

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