Não existe mulher que não trabalha, só mulheres não remuneradas


Em conversa com um amigo casado com uma médica que cumpre distanciamento dos familiares por estar na linha de frente do Covid19, enquanto ele assume as tarefas diárias da casa e de dois filhos, me disse entre risos que antes achava que a roupa dobrada ia parar magicamente em suas gavetas, ... como assim? Pensei eu enquanto o escutava.


Meu amigo nem sequer pensava nesse trabalho invisível, e que agora ao cuidar da roupa (LAVAR, PASSAR, DOBRA E GUARDA-LAS) estava ciente de que sua mulher era quem sempre faziam isso e que o cesto de roupa suja se enche o tempo todo.


Me pus a pensar.


Será que essa nova percepção vai ajudar a mudar os padrões da divisão de trabalho nos lares?


O gesto de lavar e guardar a roupa será capaz de eliminar desigualdades?


Continuei pensando.


Não existe mulher que não trabalha, só mulheres não remuneradas.


O trabalho que acontece dentro de nossas casas parece ser um espaço de lazer pessoal, porque os cuidados são atribuídos a uma questão de afeto (cuido de você porque te amo) sem nenhum preço comercial mas de alto valor para a sustentação de vidas.


Aí me lembrei e fui buscar um relatório da Oxfam que afirma: “se pagássemos o trabalho de cuidados que mulheres e meninas realizam gratuitamente em todo o planeta, suporia o triplo de todo o gasto mundial em tecnologia (12,5 bilhões de horas diárias, o equivalente a 10,8 trilhões de dólares anuais).”


Para pensar, não é mesmo meus amigOs e amigAs?

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STELLA BITTENCOURT

 

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